12 de Dezembro de 2010

a infância de sempre

foto de minha autoria


um dia havemos de regressar à infância de sempre
ao imaginário arredondado da bd e ao êxtase do poema

porque a eternidade nos atravessa e deixa um gosto amargo
como um amor que desce o metro e nos foge das mãos

e porque talvez lá se encontre a razão de se ter acordado
de saber de trás para a frente o perfume do limão e do jasmim

por isso vamos fazê-la nossa moldemo-la à plasticina das flores
das nêsperas e dos medronhos que já não há nas bancas

actualizemo-la ao drive-in ao ipad ao facebook (com um gosto)
e arrepiemos caminho até sermos de novo aquelas crianças


(porque o peso do tempo é demasiado grande
apanha o autocarro e vem brincar comigo)

1 comentários:

Gisa disse...

Retornos possíveis e necessários.
Um bj querido amigo.